segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vamos fazer isso direito.
Ouça minha voz, que eu lhe guio nesse pedaço de mundo. Por que isso é guerra e tudo que temos que fazer é apenas lutar. Não tem pra onde correr nem para onde ir. Espero que você entenda. Entenda toda vez que eu te chutar com muita raiva. Que eu socar com o punho esquerdo e o direito também. E quando em alguns dias, tudo que eu quero é que você esteja na minha frente. E parece que a porrada é de pedra. Mas você não revida. Nem pode.
Jab, direto, jab, direto, gancho e cruzado.
Mas você vai ficar? Vai ficar aqui?
Por que no dia seguinte, vai ser a mesma surra ou  pior. Eu preciso de você, eu digo: eu preciso de você. Quantas e quantas vezes você me salvou, me deixou cansado, distraido e bem mas calmo de tanto bater em você. Mas depois de tudo isso eu sempre fui dormir mais leve. Principalmente nos meus dias mais fudidos, eu entendo. Acho que depois de tanto tempo você se acostumou. E acho que eu também. Já não consigo ficar sem você. Por que você me ensinou o amor com a violência. E que ela tambem pode gerar grandes frutos.
Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Não se preocupe em entender, são só meia duzia de palavras jogadas em uma folha em branco. E em um dia ou outro, tenho certeza de mim e das minhas escolhas. E você esta sempre la, pra apanhar novamente.
Meu... Meu querido saco de porrada.
Push...Push...
        
                                                                                     ( Felipe Moura )

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