Esse assunto é um tanto quanto complexo. Relacionamento, assim como religião é algo bastante pessoal, mas eu me sinto bastante a vontade para lhes expor alguns de meus pensamentos a respeito, ainda mais num espaço que é todo nosso...
É muito difícil ouvirmos histórias de amor em que uma paquera, por exemplo, começou turbulenta, com brigas, desencontros e outros acontecimentos desagradáveis. O que mais costumamos ouvir é que no início foi tudo perfeito e intenso... "E então ele me disse aquela tão esperada frase, me beijou e eu pude sentir o seu abraço, fazendo com que minha pele ardesse de tão intenso momento.". Infelizmente a maioria de nós, seres humanos, tem essa falha, dentre tantas, que é a questão de procurar conhecer o nosso companheiro/companheira apenas no início de nossos relacionamentos. Após conquistarmos aquilo que tanto almejávamos, os interesses já não são os mesmos. Não há mais aquela atenção e aquele desejo de estar próximos como antes. O diálogo perde seu espaço para os amaços e abraços. Esquecemos de continuar conhecendo a pessoa que amamos, esquecemos de estudar o que ela gosta de fazer, o que ela não suportaria fazer, o modo como gosta de ser beijada, de ser abraçada, de ser ouvida. Analisando tudo isso fica fácil saber o porquê de tantos relacionamentos destruídos, namoros mal geridos, noivados que chegam ao fim depois de tanto tempo, casamentos que são invadidos pela infelicidade, pela Traição, pela desonestidade. Eu me esforço muito para entender o ser humano, nossas atitudes, a forma como agimos no nosso cotidiano. Vivemos em uma sociedade em que a crítica não-construtiva impera. É possível ver milhares de dedos apontados para uma única pessoa, por um ato que ela cometeu, enquanto na realidade o necessário era apenas uma ou duas mãos estendidas para acolher aquela pessoa, entender o que ela estava passando em sua vida. Eu acredito que tudo de errado que praticamos não é pelo querer e sim por essa natureza maléfica que temos em nossos corações. Temos essa facilidade em praticar o mal e uma resistência imensa para fazer o bem. E não deixa de ser assim também em nossa vida amorosa.
Eu escrevo esse texto e penso em meu relacionamento (que é maravilhoso rs). Acredito que Deus ja botou a mulher da minha vida. Temos nossos desencontros em alguns momentos, mas o que nunca vou deixar de fazer é conhecê-la. Saber seus medos e receios, descobrir o que lhe rouba um sorriso do rosto sem que ela perceba, o que a entristeceu de uma hora pra outra com tanta facilidade. O diálogo entre nós será o combustível para movimentar o motor de nossa relação.
Os dias vão passando e o que era tão mágico nos tempos de nossos avós se tornam algo totalmente banalizado a cada momento. Você pode estar namorando agora ou não, pode estar em um relacionamento sério, ou apenas em mais um relacionamento passageiro e que machuca. Você tem a escolha de fazer parte da conta negativa desse nosso assunto, pode ser mais “um número do mal”, ou fazer parte da soma mágica dos números dourados, daqueles que fazem a diferença, que agem com o coração, que vivem intensamente, que levam relacionamentos a sério, que respeitam o ser humano como sendo um ser incrível, quase ilimitado.
Vamos lá, ouça o som do seu coração!
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